Relatórios finais do projeto
Bolsa Landes/CIFAS 2006. Projeto: Estudo Comparativo dos Impactos e Respostas Sócio-Culturais a Desastres Climáticos na Amazônia, no Nordeste Brasileiro, e no Rio Grande do Sul – As Secas do Ano de 2005.

Olá amigos, tudo bom???

Clifford Geertz, the eminent cultural anthropologist whose work focused on interpreting the symbols he believed give meaning and order to people’s lives, died on Monday in Philadelphia. He was 80 and lived in Princeton, N.J.
The cause was complications after heart surgery, according to an announcement by the Institute for Advanced Study in Princeton, where he had been on the faculty since 1970.
Best known for his theories of culture and cultural interpretation, Mr. Geertz was considered a founder of interpretive, or symbolic, anthropology. But his influence extended far beyond anthropology to many of the social sciences, and his writing had a literary flair that distinguished him from most theorists and ethnographers.
He won a National Book Critics Circle Award for “Works and Lives: The Anthropologist as Author” (1988), which examined four of his discipline’s forebears: Bronislaw Malinowski, Ruth Benedict, E. E. Evans-Pritchard and Claude Lévi-Strauss.
Drawing on history, psychology, philosophy and literary criticism, Mr. Geertz analyzed and decoded the meanings of rituals, art, belief systems, institutions and other “symbols,” as he defined them.
“Believing with Max Weber that man is an animal suspended in webs of significance he himself has spun, I take culture to be those webs and the analysis of it to be therefore not an experimental science in search of law but an interpretive one in search of meaning,” he wrote in his 1973 book, “The Interpretation of Cultures” (Basic Books). The Times Literary Supplement called the book one of the 100 most important since World War II.
Mr. Geertz also wrote voluminously on his fieldwork in Indonesia and Morocco. In one of his most widely cited essays, “Deep Play: Notes on the Balinese Cockfight,” included in “The Interpretation of Cultures,” he analyzed the kinship and social ties that are constructed, emphasized and maintained in this form of ritual “deep play” as if they were “an assemblage of texts.”
In his writings, Mr. Geertz drew a careful distinction between culture and social structure, differentiating himself from functionalists like Lévi-Strauss, who believed that rituals, institutions and other aspects of a culture could be best understood by the purposes they serve.
Whereas social structure embraces economic, political and social life and its institutional forms, Mr. Geertz said, culture is “a system of meanings embodied in symbols” that provide people with a frame of reference to understand reality and animate their behavior. Culture, he argued, fills the gap between those things that are biological givens for our species and those we need to function in a complex, interdependent and changing world.
In short, in the Geertz formulation, the question to ask about cultural phenomena is not what they do, but what they mean. Mr. Geertz also argued against the idea that one could define the essence of humanity across all cultures.
“The notion that the essence of what it means to be human is most clearly revealed in those features of human culture that are universal rather than in those that are distinctive to this people or that is a prejudice that we are not obliged to share,” he wrote in 1966. “It may be in the cultural particularities of people — in their oddities — that some of the most instructive revelations of what it is to be generically human are to be found.”
Mr. Geertz was also deeply concerned about the anthropologist’s role and the discipline’s methodology. Recognizing the colonialist and Western heritage of anthropology, he believed that it was difficult for anyone from one culture to represent another accurately and meaningfully. He noted that anthropologists were hardly passive, objective observers, but rather individual creators of narratives, with their own voice.
Arguing that ethnographic reality does not exist apart from anthropologists’ written versions of it, he said that cultures and peoples should speak for themselves, with anthropologists learning to “converse with them” and interpret them.
In his book “Local Knowledge: Further Essays in Interpretive Anthropology” (Basic Books, 1983), Mr. Geertz also addressed the question of whether someone from one culture can objectively understand another.
Ola!
ola a todos.
Olá pessoal!!
Ola, pessoal! como estão vocês?
Oi!
Oi gente!
Hi all!!
Novidades não tenho muitas... Mas como quase ninguém tem escrito nada para o post, decidi escrever algo.
Ahhhh....
Acabou!
Oi a todos
Oi gente!
Oí gente;
Oi pessoal!
Estamos - eu, Zulma e Popinsky - em Porto Alegre! Abaixo (ou acima?) segue uma foto de Zulma na saída de campo que fizemos na segunda-feira, quando conhecemos uma propriedade voltada para o cultivo do arroz e da soja. Abraços, eu.
Tenho que dizer, essa última semana é muito cansativa! Mas infelizmente não tem tempo descansar não. Só fico andando nas ruas quase dormindo ; ) Ontem fiz 4 entrevistas – ao final do dia, nem consegui pensar! Hoje, é mais entrevistas e a biblioteca de novo. Amanha vou para um assentamento com uma professora do ensino médio para assistir as aulas lá e conhecer o assentamento. Tenho que pegar o onibus (na verdade, pau de arara) às 6 da manha! Todo mundo aqui começa o dia tão cedo na manha – vai ser tão bom quando eu poder dormir até 11 horas... meio dia,... e tomar café da manha depois das 8:30 am (quando param de o servir aqui no hotel)!
Hoje não estava a ser um dia muito bom. Não só pelo frio, mas também porque tentei entrar em contacto com algumas pessoas, mas não consegui e por isso, nos dois ultimos dias que vou ficar em Antônio Prado, estarei muito ocupado.
Os primeiros dias de volta a Canindé não foram muito interessantes. Quarta tinha voltado cedinho para fazer uma entrevista com os líderes do sindicato, mas quando cheguei aí, todos eles tinham esquecido do encontro! Que chato! Mas é o risco da têcnica daqui de marcar um encontro sem anotar nada – às vezes não funciona! Então aproveitei o tempo para ler uns artigos, e escrever no jornal de campo (é dificil ficar em dia nele, né?)
OI!!!! acabei de chegar a POA...estou no aeroporto...tive que dormir em SP...vamos a refazer planos da viagem...vou contatar o Vitor...Carlos, você poderia dar um telefone pra ligar...(nao encontro no "perfil de usuario" o mail do Carlos...en este momento a minha cabeça não esta muito ligada),...bom...amanhã a gente conversa...beijos!
Ontem foi uma noite muito agradavel, apesar da chuva que não para de cair.Aqui a chuva chegou. De ontem pra hoje choveu cerca de 50 mm de água, mais do que tinha chovido até agora no mês inteiro e mais do que o índice de alguns outros meses. A chuva foi bem recebida, mas não é vista como solução.
Olá gente!!!
Parece que todo mundo está ficando molhado durante essa pesquisa – os meninos pela chuva, as meninas pelo suor!
Não tenho muitas noticias. Somente que hoje ainda não parou de chover, por isso mesmo decidi não realizar nenhum visita ou netrevista e actualizar o meu diário de campo que não está em dia.
Oi
Hoje a Zulma embarcou cedinho para Manaus, o vôo de ontem estava muito atrasado, ela ia chegar no meio da madrugada, então, para segurança dela preferimos que embarcasse hoje. Aliás, ela já deve estar nas terras Amazonenses.
Na Terra da Luz, tudo bem, tudo quente e ensolarado (notinha: o Ceará aboliu a escravidão semanas antes da lei áurea, ganhando assim o apelido de Terra da Luz).
Foi ótimo ter visto a Chandra no seu “campo santo”. Tomamos um café com leite cheio de nata, com uma aparência nada, nada saborosa, passeamos pelas ruas do centro, que parecem um mostruário de santos, fitinhas de São Francisco (tipo as do Bomfin, de Salvador- um verdadeiro simulacro católico- as pessoas que as vendem não tem a menor idéia de sua utilidade místico-católica. Andei fazendo tantas perguntas sem comprar nenhuma, que um dos ambulantes decidiu presentear-me com três- sai ganhando 9 desejos! Acho que ele achou que seu estava precisada)
Na sala de ex-votos vale tudo inclusive uma Nossa Sra. de Lurdes sem cabeça, restos de aparelhos que foram utilizados para recompor corpos de pessoas, cascos de gesso, pinos, medicamentos, também partes de corpos, Chandra e eu vimos que haviam mais cabeças e pernas que outras partes do corpo. Também a na sala uma divisão para o que é lixo, o que é voto e um especial para cabelos (alguém imagina por que uma especial para cabelos?? Será que tem a ver com pagar a promessa se despindo da vaidade? Piolhos?)
Também reparamos que na sala de venda de santos não havia estatuas de São Jorge, quem sabe a debandada dele pras religiões afro-brasileiras, não caiu bem ao povo de Canindé e o fez perder seu posto no hall da fama dos Católicos de lá.
Também vimos pessoas que iam de São Francisco até a estatua de São Francisco, que segundo os “nativos” é a maior estatua católica do mundo ( será?) e que rodeada de fitinhas com três nós, e também rodeada de água (será para proteção contra depredação dos devotos? A Nossa senhora das Graças de um hospital de Fortaleza ficou sem suas mãos, o povo tirava lasquinhas das mãos da santa para fazer chá e curar seus males).
Depois de Canindé fomos nos despedir de Nova Jaguaribara, foi uma viagem cheia de fotos e lembranças.
Um beijo pra vocês
Ana
Olá pessoal,
Ontem estivemos, a Ana e eu, em Canindé, onde visitamos a Chandra. Foi uma visita legal: fomos à basílica de São Francisco, que é um dos principais centros de peregrinação do nordeste, e depois fomos visitar a estátua de São Francisco. Dizem que é a maior estátua católica do mundo.
Amanhã a Zulma parte de Fortaleza rumo a Manaus: começa a volta que ela dará no país!
Fico muito feliz com a intensidade do trabalho de vocês (e que estão sendo convidados e convidadas para muitas festas locais – a parte boa da pesquisa de campo!). Gostaria apenas de lembrar uma coisa essencial na etnografia: não confiar na memória. Nossas sinapses são instáveis, uma boa idéia hoje já se evaporou amanhã (principalmente quando estamos sendo bombardeados com novos estímulos a todo momento, o que o caso típico da experiência etnográfica). Por isso, não deixem de separar umas horas todos os dias para escreverem suas notas de campo, ok?
Grande abraço a todos.
Esta é uma parede em que as pessoas colocam as fotos de graças recebidas. Há uma sala cheia destas fotos na basílica. Uma riqueza de informação visual!
Olá pessoal!
Ola pessoal!
Não tenho escrito muito, mas é por uma boa razão, pois tenho tido muito trabalho.
Saudações a todos!
Oi Gente!!!
oh gente, só pra avisar, tente fazer um backup de suas gravações do MP3, porque hoje estava fazendo uma entrevista e ele parou de funcionar - um 'disk error', como tava escrito na tela. Ainda não sei porque! Tive que reformatar ele, e ia perder todas as entrevistas que gravei se não tinha feito um backup no computador antes!
Olá pessoal,
Fico muito contente em ver que as coisas estão de fato caminhando, e cada um de vocês está tendo suas ricas experiências etnográficas e colhendo os dados e informações que são relevantes para o nosso projeto. Iremos iniciar o processo de visita de campo a vocês. Amanhã a Ana e eu devemos ir a Canindé visitar a Chandra, e na quarta a Zulma parte para a Amazônia, e dali para o Rio Grande do Sul. Em breve a Zulma deve colocar o calendário de visitas dela aqui.
Chandra, por favor me diga se existe algum problema em que a gente te visite amanhã, e nos diga como te encontrar em Canindé.
Um abração a todos.
Por aqui ja estou comecando a entender um pouco mais de arroz e dos problemas da agricultura local, que estao bem associados aos problemas do Estado do Rio Grande do Sul. A seca foi um problema grave, na medida em que contribuiu para uma perda significativa das áreas plantadas. Só que ela veio como um agravante nas tensões entre as políticas agrícolas do governo federal e os agricultores aqui da região. A importação de arroz uruguaio, e também do argentino, tem contribuído, junto ao excedente da produção nacional, para a drástica redução no valor de venda da saca do arroz gaúcho. Ano passado aconteceram manifestações onde participaram diversos municípios do Estado, inclusive Restinga Seca. Hoje mesmo saiu um grupo daqui para a fronteira do Uruguai para uma manifestaçã. Infelizmente só fiquei sabendo depois. Talvez saia outra caravana amanha - estou torcendo pra isso.
Sexta-feira fui com um organizador do MST deste região para visitar um acampamento que fica perto daqui. Foi fundado essa terça-feira passada. Tem 6 familias acampando lá, mas logo vão chegar mais 12-18 familias – mais 6 do MST, outra 12 do Sindicato de Trabalhadores Rurais.
Ontem tentei encontrar com um poeta de cordel muito conhecido na cidade – várias pessoas diferentes recomendaram que eu falasse com ele, então, mesmo que ele fica bebendo num bar todos os dias, decidi ir lá conversar com ele. Mas, mais quatro homens estavam com ele (sempre estão), todos tão bebados, tentando falar comigo, mas não sobre a pesquisa não – perguntando se eu fosse casada, besteira assim, nem falando direitinho, um até falou que me amava, e tudo isso na frente da filha dele, que tinha 8 anos só! Só fiquei o tempo que fiquei porque estava num lugar bem aberto e público, e que esse um poeta tem bastante informações. Foi uma experiência horrivel mesmo. E triste.
Está chovendo desde as 6hs. Só consegui sair do hotel agora, mas está impraticavel andar pela cidade. minha roupa e meus tenis ja estao molhados. Numa pesquisa sobre a seca, uma chuva como esta deve servir para deixar os interlocutores mais felizes.
Antes de mais nada... Ainda não bebi vinho, mas já tenho muitas festas planeadas para este fim-de-semana, onde esse nectar não vai faltar.
Oi gente!
Ola, Pessoal!
Mais uma coisa:
Olá pessoal!

Olá Vitor e demais companheiros,
Pelo que você conta, você não tem com o que se preocupar: houve menos chuvas, mas existem estratégias locais disponíveis para ajudar a população a lidar com a situação (variação na produção), além do fato de que houve impacto nas videiras, etc. Basta você ir fundo e documentar isso tudo (explorando também as outras questões no nosso esquema de pesquisa, isto é, questões ligadas à cultura, à saúde, aos grupos sociais, etc.)!
De resto, agasalhe-se e bom trabalho. Quando tivermos o calendário de visitas definido comunicaremos a vocês.
Alguém tem alguma notícia da Érika?
Um abração.
P.S.: viram a foto que eu coloquei junto à foto da equipe, no primeiro post?

Cheguei em Restinga Seca. A cidade é bastante simpática. Como faz pouquissimo tempo que cheguei, ate agora so consegui que o arroz e o fumo (tabaco!) sao as principais culturas da regiao. A seca do ano passado parece ter afetado a cidade, mas o senhor da mercearia (Jacy) ja me disse que a seca deste ano esta pior. Aqui faz um frio muito forte. A minima desta terca-feira sera de 5 graus! Minhas maos ficam meio azuladas por conta do frio e meu quarto no hotel parece um freezer!!! estou hospedado no hotel ouro preto, se alguem quiser me visitar, ficarei feliz. se eu parar de enviar noticias (tem uma especie de lan house bem legal na cidade) eh porque congelei. Espero que isso nao aconteca. Grande abraco pra todos. ps.: chandra, sucesso rapido, hein??? deve ter sido divertida essa entrevista!
Menin@s,
Que legal ler os post de vocês!
Nossa, no fim da pesquisa todos ficarão famosos.
A Chandra já deu entrevista, ao vivo, no radio UAU!!! Vai ficar famosa em Canindé, serão as bênçãos de São Francisco?
Imagino que Carolina e Rita devem estar tendo uma experiência bem louca, horas de barco, chacoalhando nas redes pra chegar num povoado pequenino, certamente viraram a atração do lugar, contrariando a visão old-fashion do antropólogo que se mimetiza e vira invisível, imagino as duas sendo o assunto do povoado.
Victor e Carlos devem estar mais tranqüilos, sem tanto calor, com mais vinhos e queijos deliciosos, com dicas de famous people, quem sabe não apareçam num próximo filme made in Brasil. Ficou ótima a foto, Victor. Deverias ter dado um beijão no Wagner pela Zulma e por mim.
Aqui nos, longe da fama, continuamos na labuta. A casa esta de ponta cabeça por conta da mudança.
Beijos e sorte, muita sorte pra vocês!
Ana
Fui encontrar com pessoal o radio hoje - e tive que fazer uma entrevista ao vivo no radio! Nossa! fiquei nervosa, mas deu tudo certo! Beijao!
!Oi gente!
A pesquisa esta começando bem... ontem a noite estava falando com o cara da banca de revista e por acaso ele me apresentou ao historiador da cidade! Então, hoje de manha já entrevistei ele, e a tarde fui ao radio e conheci alguém (acho que é o diretor) que vai me apresentar ao Sindicato de Trabalhadores e o MST na segunda feira já! Que rápido!

Vitor chegou em Porto Alegre hoje ao meio dia. Hoje almocamos e lavamos nossas roupas (esse é um comentário pertinente??? deve ser, espera-se que as roupas dos pesquisadores fiquem sujas. lavamos na casa do meu amigo Fabricio). Telefonamos para os hoteis de Restinga Seca e Antonio Prado e ja acertamos nossa hospedagem.
e ai gente! cheguei a Caninde faz 3 horas - cidade simples, mas bem movimentada. E muito calor! Ainda nao consegui achar uma mapa, entao por agora eh so andar para tentar conhecer a cidade melhor. O pessoal no sul vai odiar quanto estou pagando para o hotel: 15 reais por dia com cafe da manha! Acredita? Boa viagem a todas as meninas, e espero que Carlos e Vitor estejam gostando do sul! Beijos!
Cheguei agora em Porto Alegre. Estou hospedado na casa de um amigo. Amanha, depois que o Vitor chegar, vamos ao PGDR - Programa Pos-Graduacao em Desenvolvimento Rural - UFRGS, pois acho que alguma "pista" interessante sobre a seca aqui no RS. Pelo pouco que consegui ate agora, percebi que aqui eles nao falam de "seca de 2005", pois a seca é vista como algo que nao passou e, mais, que tem se repetido ao longo dos ultimos anos. Conversei muito com um Economista que sentou-se ao meu lado no aviao... algumas ideias interessantes consegui ali. No mais, é lavar as roupas, esperar o Popinsky, e partir pra Restinga Seca!!!! Abracos pra todos!
Jantar de encerramento do treinamento. No dia seguinte, os pesquisadores viajaram para seus lugares de pesquisa. Juntaram-se a nós para o jantar os holandeses Pieter van Öel (camiseta verde), Maarten Krol (camiseta preta, centro), e Bertien Koopman (vestido verde oliva).
Em pé, da esquerda para a direita: Renzo Taddei, Vítor Popinsky, Chandra Morrison, Érika Mesquita, e Carlos Abraão Valpassos. Sentadas, da esquerda para a direita: Ana Laura Gamboggi, Zulma Amador, Carolina Néri e Rita Pestana.